sexta-feira, 21 de maio de 2010

COMO VENCER OS CRESCENTES ÍNDICES DE VIOLÊNCIA E CRIMINALIDADE

A violência e a criminalidade na atualidade tomaram proporções inaceitáveis, necessitando que a sociedade se mobilize em parceria com o poder público em busca de soluções.

Esforços desprendidos pelo governo federal através da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), sob a maestria do Dr. Ricardo Balestreri, uma das maiores autoridades nacionais na área com um magistral cabedal de conhecimentos vem a várias décadas lutando ao lado de outros importantes nomes tentando encontrar soluções para tão delicado tema.

O Programa Nacional de Segurança com Cidadania (PRONASCI), vem alcançando avanços importantes e a médio e longo prazo podem contribuir para decrescer os incômodos índices.

Não restam dúvidas de que é através da educação que iremos alcançar resultados satisfatórios em todos os campos sociais e a segurança pública, necessidade básica, ao lado da educação, saúde e outros aspectos, também encontrarão vitalidade para a sua sustentação.

Desta forma, o caminho buscado pela SENASP, através da formação, reciclagem, aprimoramento e aperfeiçoamento nos diversos cursos, principalmente a Educação a Distância (EAD), possibilita um alcance fantástico em toda a federação brasileira, pois a utilização da ferramenta internet consegue abranger a cada ciclo, números vertiginosos. Pois a diversificação de conhecimentos para todas as instituições que integram a Defesa Social na área da segurança pública: Polícias Militares, Civis, Corpos de Bombeiros Militares, Guardas Municipais, Sistema Penitenciário e até mesmo as Polícias Federal e Rodoviária Federal, possibilitam aos seus integrantes o aprimoramento policial e social necessários ao desempenho de suas atribuições.

Um outro caminho buscado pela SENASP é a formação de convênios com as Academias, pois importantes Universidades Nacionais já oferecem a oportunidades para graduados em qualquer área, integrantes das instituições, freqüentarem as pós-graduações em áreas específicas que possibilitem discussões e formulações de estratégias que possam ser experimentadas nesse laboratório continental, as comunidades diversificadas existentes em nosso país.

A formação dos Conselhos Comunitários de Segurança (CONSEGs) é um sucesso sem precedentes, pois a participação efetiva das comunidades nas discussões relativos ao tema, tem propiciado uma convivência salutar e necessária com as pessoas que são beneficiárias da prestação de serviços pelas instituições policiais. Surgidos outrora, mas efetivamente colocados em prática após as discussões travadas na I Conferência Nacional de Segurança Pública, cristalinamente é um dos instrumentos colocados à disposição através da SENASP que ao lado de outros, formam um conglomerado de oportunidades e tentativas na busca tão sonhada sensação de segurança.

Os cursos presenciais de Promotor Nacional e Multiplicador de Polícia Comunitária também são ferramentas essenciais nesse processo alavancador de opções, vez que o modelo propiciado pela filosofia de polícia comunitária, vem tentando quebrar paradigmas, modificando pensamentos e posicionamentos no que tange a atuação de policiais e pessoas quanto ao enfrentamento dos problemas de segurança pública.

Empolgado por esta gama de oportunidades que proporciona um amadurecimento profissional, temos incentivado e instigado policiais militares amigos e sob nosso comando que se aproveitem destas possibilidades, temos inclusive motivado nossos companheiros em constantes palestras e eventos da real necessidade de contribuir decisivamente como técnicos em segurança pública para uma melhoria em nossa prestação de serviços, a qual tende a alcançar a excelência com o nosso comprometimento em ofertar o que de melhor podemos fazer pelos nossos semelhantes.

Finalmente tornam-se necessário uma conjugação maior de esforços pelos Estados Membros, no sentido de caminhar par e passo com o governo federal e com as comunidades, pois existem outros óbices a serem enfrentados e solucionados para que os elos da corrente (segurança pública) sejam fortalecidos.

A injeção de recursos humanos é de fundamental importância, porque é o número suficiente de integrantes das instituições que proporcionarão a colocação em práticas das diversas estratégias, por exemplo, são policiais em números adequados que colocará em marcha ascendente a filosofia de polícia comunitária, são pessoas devidamente treinadas que poderão atuar no complexo sistema penitenciário, permitindo assim que principalmente policiais civis sejam desobrigados dessas funções para poderem desempenhar seus importantes papéis na condução dos serviços de polícia judiciária, são policiais militares em número suficientes que poderão tornar-se conhecidos pelas comunidades e contribuírem para a formação de uma verdadeira relação de confiança.

Outro assunto extremamente delicado é no que se refere a uma unificação salarial, recordo-me que a sociedade conseguiu a unificação do salário mínimo nacional que até pouco tempo era regionalizado, daí a necessidade da também unificação salarial das instituições policiais brasileiras, os policiais possuem as mesmas necessidades básicas em qualquer parte do território nacional, já avançamos em vários aspectos, salientando principalmente no que tange a formação, temos ouvido e participado de discussões principalmente prós, faltando apenas o esforço para que a questão seja solucionada, até mesmo o Presidente da República em pronunciamento na Bahia, há pouco tempo atrás, afirmou a necessidade de que policiais brasileiros sejam igualados em seus salários, entretanto, salienta que é necessário apenas que o Congresso Nacional mostre de onde virão os recursos para suportar o impacto.

Desta sorte com uma corte de excelentes economistas, contabilistas, estrategistas que conseguiram nos últimos anos colocarem o país em uma posição econômica invejável diante das economias globais, a solução esperada pelo representante máximo do poder executivo nacional estaria apenas pendente de uma determinação para necessária solução, pois essas mentes privilegiadas já encontraram soluções para desafios menores como: programas sociais bilionários, socorros a nações amigas, ingestão de valores em diversos setores, portanto, vejo apenas como uma questão de prioridade.

A segurança pública é de fundamental importância para a sociedade brasileira e todos os modelos vitoriosos experimentados nos quatro cantos do planeta, passaram pela conjugação de esforços a nível nacional.

Pinheiro/MA,10Mai2010.

Ten Cel QOPM Carlos Augusto Furtado Moreira
Comandante do 10° Batalhão de Polícia Militar
celqopmfurtado@gmail.com – celqopmfurtado.blogspot.com – (98) 8174 0100

2 comentários:

  1. Parabéns pelo Blogue Cel. Furtado. A comunicação pela intrnet constroi outra verdades. Abraços, Eri Castro.
    Visite-nos:
    www.erisantoscastro.blogspot.com

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  2. 1 Comentários postado no FBSP- http://www2.forumseguranca.org.br/node/23104
    Amadeu Epifanio - Rio de Janeiro(RJ) - 25/05/2010 - 12:54
    Violência e criminalidade são consequências decorrentes de uma série de fatores, como falta de infraestrutura e saneamento (porque ninguém gosta de viver cheirando bosta do outros à céu aberto) e isso se reflete negativamente na convivência daqueles que já vivem mal. A ausência do estado na questão da saúde pública, precária, deficitária, negligente e por vezes até desumano. A saúde pública está como um vírus letal que não escolhe suas vítimas. Cadê os recursos da CPMF ?

    Violência e criminalidade, vêm do desleixo das famílias, com seus conceitos já deturpados sobre como educar os filhos, deixando que as vontades e mesadas venha a suprir a ausência dos pais que, coitados, estão trabalhando e não têm tempo de conversar ou dar um simples boa noite aos filhos (quando estão em casa).

    Criminalidade, vêm também das falhas da igreja em apascentar suas ovelhas desgarradas, de fazer sermões confusos que ninguém entende e portanto, nem absorvem e muito menos têem o que refletir.

    Criminalidade e violência vêm também da falta de autoridade de nossas leis, que já não conseguem mais intimidar, porque as leis são brandas, ou baratas, falhas, negociáveis ou não específicas o suficiente para condenar.

    Jurisprudências divergentes favorecem liminares e habeas corpos, libertando quem deveria estar preso ou prendendo inocentes por erros judiciais. Todas estas coisas tiram as pessoas do sério, revoltam famílias que perderam seus entes e deixam descrentes aqueles que ainda tinham um fio de esperança na justiça, como quem, até ontem, clamava por um super-herói chamado "direitos humanos".

    A questão da violência e criminalidade é como novêlo embaraçado e com várias pontas. Cada setor deve pegar por uma ponta e desenrolar: Estado, sociedade, família, saúde, igreja, política, corrupção (essa é a pior de todas), etc.

    Mãos à obra.

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