quarta-feira, 22 de junho de 2016

A REVITALIZAÇÃO DE ESPAÇOS URBANOS DE SÃO LUÍS - UMA PARCERIA MUNICIPAL/ESTADUAL QUE CONTRIBUI COM A SEGURANÇA PÚBLICA.

Ações de requalificação (revitalização) de espaços urbanos, em particular as praças dos bairros em São Luís tem sido implementados por uma parceria governo do Estado do Maranhão e a Prefeitura Municipal de São Luís, com objetivo de propiciar a população novas opções de cultura e lazer e incentivar o turismo.
 
Em realidade, as ações nos espaços urbanos tem permitido a prática de esportes, vez que alguns são contemplados com quadras poliesportivas, equipamentos de ginástica ao ar livre, para a execução de atividades físicas, pista de cooper tem incentivado as pessoas a realizarem caminhadas e corridas tão essenciais nas recomendações médicas, espaços gramados estão sendo utilizados para pic nic, playgrounds para o lazer de crianças, bancos para o descanso e bate papo de idosos, mesa de jogos para recreação, uma maior atenção com o meio ambiente, em face dos cuidados direcionados as plantas e árvores, além da fomentação ao turismo.
Testemunhos da população têm registrado esses grandes benefícios há muito tempo aguardados e que não haviam recebido de outras gestões a devida atenção.
As recuperações preencheram uma lacuna no que tange a um dos direitos básicos, previsto na Constituição Federativa do Brasil, proporcionando as pessoas o lazer para torná-las mais felizes, além de contribuir significativamente para a melhoria da qualidade de vida, da saúde, proporcionando um meio ambiente equilibrado.
Não reside a menor dúvida dos benefícios ganhos pela população, inclusive o lixo que se acumulava nestes locais, causa de inúmeros incômodos, passou a ser acondicionado em locais adequados (lixeiras instaladas) para o recolhimento pelas equipes do poder público municipal.
Embora não se configure como um dos objetivos - a segurança pública - foi uma das áreas mais beneficiadas, vez que nesses espaços, o abandono experimentado ao longo dos anos pelo poder público, permitiu que a vegetação crescesse, tornando-se verdadeiros matagais, a falta de manutenção referente à iluminação pública, criou ambientes escuros, sem coleta regular de lixo, lixões contribuíam para a proliferação de insetos, roedores, mau cheiro  e águas paradas, cujos locais estavam sendo aproveitados por marginais para a prática de delitos como assaltos, uso de drogas e verdadeira favelização, obrigando os moradores das proximidades a conviver com o medo.
O status quo reinante ao longo de vários anos expôs a população e obrigou a polícia a direcionar atenção especial aos referidos locais, em razão dos freqüentadores contumazes, genericamente, serem pessoas que vivem à margem da lei.
Com a revitalização, o policiamento atualmente realizado vai de encontro a filosofia de polícia comunitária, pois, em geral é um tipo de atividade policial onde o objetivo primordial é a criação de laços de confiança com a comunidade freqüentadora, pessoas que  seletivamente, as utilizam para atividades saudáveis.
São essas ações que refletem o direcionamento correto adotado pelo poder público que acerta nos objetivos e na solução das conseqüências.

                                                    São Luís - MA, 21 de junho de 2016.

Carlos Augusto Furtado Moreira
                                                                  Especialista em Gestão Estratégica em Defesa Social.
                                                Especialista em Cidadania, Direitos Humanos e Gestão da Segurança Pública.

 

 

segunda-feira, 2 de maio de 2016

AS DESVANTAGENS DAS EFETIVAS AÇÕES POLICIAIS FRENTE AOS CRIMES DE GRANDE PROPORÇÃO

Tem sido cada vez mais costumeiro a utilização de armamento pesado por quadrilhas que tem infestado as pequenas cidades do interior do Brasil para a prática de assaltos nas agências bancárias, postos de correios e outros que operam com significativas somas de dinheiro.
Em geral com a utilização de explosivos, o modus operandi dessas quadrilhas compreende anular a resistência do pequeno efetivo policial local, provocando terror na população com o uso de armas de guerra quando são efetuados grandes quantidades de disparos, explosão de instalações físicas, fazendo reféns e efetuando fugas cinematográficas para em seguida tocar fogo nos veículos roubados utilizados e assim dificultar as ações policiais, após minucioso plano estrategicamente estudado.
Tais ações têm colocado as corporações policiais em desvantagens, em face dos elementos componentes dos crimes perpetrados, ficando latente a existência dificuldades enfrentadas pelas instituições policiais quer a nível estadual e federal:
1)    A incapacidade das Polícias Militares em aumentar o contingente preventivo nas pequenas cidades, vez que a fragilidade é enfrentada por todas as corporações do país, onde, os próprios Comandantes Gerais têm argumentado que as instituições policiais militares vêm operando com um efetivo abaixo da previsão legal. Por outro lado, os governos estaduais assinalam que as principais dificuldades relacionadas ao aumento de efetivo policial esbarram na lei de responsabilidade fiscal enquanto que outros se referem ao problema como heranças de gestões anteriores.

2)    A falta de policiais civis nesses municípios.

3)    O armamento a cada dia tem se renovado e já é comum o uso de armas utilizadas em guerras internacionais, ou seja, quadrilhas que acessam a armas que em tese deveriam ser utilizadas por forças armadas. Essa facilidade mostra a fragilidade com que tal armamento penetra ilegalmente no país, deixando cristalinas as falhas de controle nas fronteiras.

4)    Evidenciam-se, mais uma vez o problema de efetivo policial enfrentado pelas corporações que possuem competências constitucionais diferenciadas para exercerem as repressões aos crimes – Polícias Civis, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.

5)    Com reflexo também na atuação policial, a diminuição de recursos destinados a segurança pública, tem enfraquecido as corporações e as suas ações, pois embora estas, estejam acompanhando toda a problemática, o direcionamento operacional aos grandes centros é visível, pois ai está, baseados os poderes constituídos, a maior quantidade de bancos, o comércio mais desenvolvido e, por conseguinte, o maior quantitativo populacional.

No âmbito das forças aramadas surge a questão dos explosivos utilizados em geral, provenientes de roubos as empresas que operam com tais produtos, as quais demonstram incapacidade em manter o controle e a guarda de tais produtos, colocando uma parcela de responsabilidade no Exercito Brasileiro que possui a obrigação em manter o controle.

Na alçada dos poderes legislativos e judiciários, ressaltam-se, as questões relacionadas aos crimes em concurso, onde os principais atores – integrantes das quadrilhas – quando são presos por ações operacionais das corporações policiais que em geral atuam em conjunto em determinada região, pouco tempo permanecem presos, pois, além da penalização ser desproporcional aos crimes cometidos, é cristalina a leniência no julgamento dessas ações, motivado por graves problemas nos poderes, deste a falta de uma legislação mais atualizada e que iniba o cometimento de crimes, bem como, os inúmeros e previstos recursos na legislação processual que contribuem para a sensação de impunidade.

Outro fator contributivo é o grande número de profissionais disponíveis dispostos a defesa dos integrantes das quadrilhas – advogados - e muita das vezes participantes desde os instantes iniciais de planejamento que ficam ao dispor, caso haja, algo errado como a prisão dos criminosos.

            Há de se destacar o momento crítico em que vive o país, mergulhado em uma crise político institucional, em que a recessão contribui para uma adequada distribuição de recursos e a falta criteriosa de ações destinadas a empreender uma resposta do país a um de seus maiores problemas internamente, a falta de segurança pública.

            Enquanto isso, as valorosas instituições policiais federais e estaduais vêm propiciando as respostas dentro de suas possibilidades, com a criação de grupos especializados e a ação ativa de seus mecanismos de inteligência policial, o que deveria estimular o governo federal e estadual a melhorarem as possibilidades de um maior apoio institucional.

São Luís - MA, 02 de maio de 2016

Carlos Augusto Furtado Moreira
Cel RR da PMMA e Bacharel em Direito
Especialista em Gestão Estratégica em Defesa Social

Especialista em Direitos Humanos, Cidadania e Gestão da Segurança Pública

quinta-feira, 21 de abril de 2016

O QUINTO DOS INFERNOS DE 1792 E OS QUASE DOIS QUINTOS DA ATUALIDADE NO BRASIL

O século XVIII no estado do Brasil, colônia de Portugal, foi marcado por um evento singular, o enforcamento e a decapitação do corpo de José Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, a 21 de abril de 1792, no Campo da Lampadosa no Rio de Janeiro, em razão do seu envolvimento com a Inconfidência Mineira em Vila Rica, possível movimento separatista que poderia ocorrer na então capitania de Minas Gerais que visava estabelecer um governo republicano independente.

A conjuração pretendia eliminar a dominação portuguesa de Minas Gerais, estabelecendo um país independente de Portugal, onde seriam criadas indústrias no país que surgiria, a fundação de uma universidade em Vila Rica e fazer de São João Del-Rei a capital.

Não havia a intenção de libertar toda a colônia brasileira, pois naquele momento uma identidade nacional ainda não havia se formado. A forma de governo escolhida seria o estabelecimento de uma República, inspirados pelas ideias iluministas da França e da Independência dos Estados Unidos da América, ocorrida em 1776. Nesse contexto, não havia uma intenção clara de libertar os escravos, já que muitos dos participantes do movimento eram detentores dessa mão de obra.

O Alferes Tiradentes, como era conhecido, foi acusado de traição pela coroa portuguesa por se unir a elite intelectual e econômica, composta por proprietários rurais, intelectuais, clérigos e militares, com o objetivo de impedir que a derrama fosse efetivada (dispositivo fiscal aplicado em Minas Gerais a fim de assegurar o teto de cem arrobas anuais de ouro na arrecadação do quinto). Por sua vez, o quinto era a retenção de 20% do ouro em pó ou folhetas que eram direcionadas diretamente a Coroa Portuguesa.

Essa taxação altíssima foi denominada pelos brasileiros de “O quinto dos infernos” e com o passar dos tempos, referia-se a tudo o que era ruim.

Na atualidade, segundo Reinaldo Luiz Lunelli (contabilista, auditor, consultor de empresas, professor universitário, autor de diversos livros técnicos de matéria contábil e tributária, membro da equipe coordenadora dos sites Portal Tributário e Portal da Contabilidade), o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - IBPT, demonstra que a  carga tributária brasileira dos últimos anos está, em média, chegando a quase 40% do PIB (a soma das riquezas produzidas pelo país em um ano), ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa  produção.

Destarte, a carga tributária paga pelos brasileiros ao governo é de praticamente o dobro daquela exigida por Portugal, à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos literalmente "dois quintos dos infernos".

Segundo ainda Reinaldo: este imposto é utilizado para rechear cuecas de parlamentares, sustentar a corrupção, manter motoristas registrados no senado federal a serviço da filha do presidente da casa. O dinheiro público serve para manter o senado com uma legião de diretores que sequer comparecem frequentemente a seus gabinetes, serve para manter projetos que ao invés de dar educação e trabalho à população, lhes mantém em casa com vales gás e bolsa família. Hoje, o dinheiro arrecadado com os impostos, serve para pagar comissões, manter a festa das passagens e a farra da família do executivo.

De certo, é notado que a carga tributária brasileira tem crescido ao longo dos anos, acompanhado do gasto publico, entretanto, a ineficiência na aplicação dos recursos é cristalina, pois, o Brasil carece de investimentos efetivos, eficazes e eficientes em serviços básicos, como: educação, saúde, infraestrutura, saneamento, energia, transporte, segurança e outros o que penaliza a sociedade brasileira, pois muitas vezes a renda disponível para consumo dos cidadãos é menor do que a carga tributária.

No Brasil, entre os anos 50 e 60, a carga tributária era inferior a 20%, porém, com o resultado da reforma tributária de 1967/69 passou para um patamar de 25% nas décadas de 70 e 80. A partir de 1994, inicia um processo contínuo de crescimento, chegando aos dias atuais a um índice superior a 35% do PIB, segunda da América Latina e 14º do mundo.

Desta sorte, o brasileiro tem de trabalhar 5 meses do ano somente para custear a cobrança de tributos e em outros 5 meses para pagar, ao setor privado, os serviços públicos essenciais que o Governo deveria garantir-lhe, com a aplicação dos recursos em modelos eficientes de serviços públicos.

Para Joacir Sevegnani (Auditor Fiscal de SC, Professor de Direito Tributário no Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí – UNIDAVI e Doutorando em Ciência Jurídica pela Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI) é possível reduzir a carga tributária sem causar prejuízos às demandas sociais, mediante a correção das injustiças produzidas pelo sistema tributário, seja por meio de uma maior atuação fiscal, visando reduzir a evasão fiscal, seja pela concessão mais criteriosa de benefícios fiscais, tendo sempre por justificação, o interesse público. A concretização destas duas medidas proporcionaria uma arrecadação igual ou superior à atual com uma incidência menor, em face da repartição justa do ônus tributário entre todos que figuram com capacidade para contribuir.

O Brasil há muito necessita de uma reforma tributária, pois o complexo sistema tributário nacional, constituído por uma pesada carga de tributos, sofre também pelo emaranhado de normas que regulam o recolhimento, o que o torna arcaico, burocrático e ineficiente.

Dos seus 5.564 Municípios, cada um possui seus tributos próprios; os 27 Estados, também possui sua legislação tributária específica, com suas alterações quase que diárias e a União também possui suas regras tributárias (estabelecidas pela Receita Federal), que também são alteradas diariamente.

Uma das soluções seria a elaboração – com colaboração de todos os setores da sociedade – de um ordenamento que conseguisse satisfazer ao menos em parte as demandas dos entes federativos e o setor privado em prol da sociedade como um todo. Para tanto é necessário somente, muita vontade política.

São Luís – MA, 21 de abril de 2016

Carlos Augusto Furtado Moreira

Fontes consultadas: 

sábado, 16 de abril de 2016

A POSIÇÃO DE UM PARLAMENTAR DE ENCONTRO AOS ANSEIOS DO POVO


Sempre fui fiel às minhas convicções e sempre procurei pautá-las de acordo com certa lógica, coerência e responsabilidade, observando acima de tudo uma cristalina fidelidade aos meus familiares e amigos, alicerçados em parâmetros éticos e morais, adotados como valores inquestionáveis.

No cenário atual de incertezas, em geral algumas pessoas, primeiro acercam-se de cuidados necessários, para posicionarem-se, argumentando de que tal postura visa resguardar a si e sua família, mas, o que se observa em geral são os receios de prejuízos, muitas das vezes, dificilmente recuperados.

Arvoro-me em dizer que “esses cuidados” podem ser tomados, adotando-se medidas que nos leve a agir de forma equilibrada, sem deixar de ir contra os nossos padrões internalizados.

A politicagem no Brasil, diferentemente do significado de “a arte de bem governar; de cuidar dos negócios públicos; de representar grupos sociais e assim por diante”, tornou-se um meio da grande maioria em buscar vantagens pessoais em detrimento dos que representam, destarte, tal prática maléfica fez com que pessoas de bem, evitem-na.
Assim, a boa política, foi uma regra que tornou-se exceção, vez que quando boas práticas são demonstradas por aqueles que possuem a obrigação de desenvolvê-la são vistas com reservas e cuidados.

O país vive um momento complexo e delicado, onde um numeroso grupo de pessoas com acesso as diversas esferas nos poderes constituídos da república tem sido denunciados pela costume prática do cometimento de crimes cristalinamente capitulados na legislação pátria e nos relacionamentos sociais. Evidentemente, se adentrarmos ao interior dos fatos e ações políticas ao longo da nacionalidade brasileira, vamos evidenciar registros de comportamentos amorais e anti-éticos de representatividade e poderemos até ser surpreendidos com os diversos acordos espúrios, negociatas, irregularidades, trapaças, arranjos e outros tantos impropérios já evidenciados.

Mas, existes os contrapesos, os homens e mulheres de bem, os idealistas, aqueles que antes de pensarem em si, pensam e agem direcionados ao bem comum, de forma que atinja positivamente a coletividade.

Como ser humano, não posso me considerar infalível, mas tenho a convicção de que a maioria de minhas ações foi pautada no alicerce moral que adquirir no seio de minha humilde família.

Passeando pelas redes sociais me deparei com a seguinte postagem do Deputado Federal pelo PMDB/MA - HILDO Augusto da ROCHA Neto, legislatura 2015/2019  (http://hildorochapesquisa.blogspot.com.br/):
“Para me definir em relação à admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma, realizei consulta popular por meio de uma enquete na internet. Me comprometi com os meus eleitores de que em momentos como o que hora vivenciamos faria consultas, junto ao povo, para poder votar de acordo com a vontade da maioria. 
O resultado da enquete foi favorável à admissibilidade do impeachment da presidente Dilma. Assim, no domingo votarei a favor da admissibilidade do impeachment da presidente Dilma.”

Verifiquei o equilíbrio e a coerência do parlamentar em posicionar-se sobre um assunto de tamanha complexidade e que diz respeito a todos os nacionais, dessa forma, essa posição merece a minha preocupação em comentar; ao que fiz nos seguintes termos: Ilustre Dep. Fed. Hildo Rocha. O parlamentar que assume compromissos com os seus eleitores, ou seja, com aqueles que propiciaram o passaporte para a representação popular certifica uma demonstração de responsabilidade, compromissos e acima de tudo: decência com a vontade da maioria. Vossa postura beleza a continuar merecendo o respeito e a admiração de todos aqueles que querem dar um basta para essa situação calamitosa em que vive o país, tão comprometido institucionalmente, eticamente e moralmente. Seria muito fácil, neste momento, acessar as benesses ofertadas de forma imoral, desrespeitosa e covarde por parte dessa gestão nacional indigna e totalmente comprometida. Parabenizo-o por diferenciar-se desses oportunistas que esquecem-se que independente do momento a vida continua e o país vai voltar ao seu curso natural. O povo só não se esquecerá daqueles que traíram a confiança depositada: Que DEUS continue a abençoá-lo para continuar mantendo-se íntegro, firme e representativo, pois é assim que procede aos homens de bem. Cordiais saudações.

A sorte está lançada e independe dos resultados, tenho a certeza de que mais uma vez fui fiel às minhas convicções.

São Luís-MA, 16 de abril de 2016.

Carlos Augusto Furtado Moreira

brasileiro

Terrorista do Estado Islâmico ameaçou atacar o Brasil, diz Agência Brasileira de Inteligência

14 de abril de 2016


Para quem pensa que as atrocidades do grupo terrorista Estado Islâmico estão bem longe da realidade dos brasileiros, fique sabendo que a veracidade de uma mensagem ameaçadora publicada por um dos membros do grupo nas redes sociais foi confirmada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) nesta semana.
Maxime Hauchard é visto com frequência nos vídeos do EI. (AFP/Twitter)
“Brasil, vocês são o próximo alvo. Podemos atacar esse país de m…”, diz publicação do perfil do Twitter que tinha como dono Maxime Hauchard, de 22 anos, datada de uma semana após os atentados de Paris, em novembro do ano passado.
Na última quarta-feira (13), a Abin confirmou que a conta realmente pertence ao terrorista francês que aparece decapitando sírios em vídeos do grupo jihadista. A administração do Twitter, porém, suspendeu recentemente as atividades do perfil.
“Monitoramos e percebemos que o perfil realmente era do Maxime, um dos líderes do Estado Islâmico. A partir do momento da postagem, houve uma maior intensidade nos discursos de agressividade dos autoproclamados seguidores do grupo terrorista no Brasil”, disse o diretor de Contraterrorismo da Abin, Luiz Aberto Sallaberry, na Feira Internacional de Segurança, no Rio, em declaração reproduzida pelo jornal O Dia.
“Maxime é uma espécie de garoto-propaganda do Estado Islâmico. Saiu de um vilarejo no interior da França para a Síria, aos 18 anos, onde se integrou ao terrorismo. É o segundo na linha de comando de decapitadores e gosta de dizer que ‘é como estar no Éden’ fazer parte do grupo”, completou o diretor para uma plateia de especialistas em segurança.
Exército brasileiro tem treinado operações de segurança no Rio de Janeiro por causa dos Jogos Olímpicos. (EFE)
Sallaberry ainda informou que há um número cada vez maior de brasileiros que se interessam em se juntar ao grupo que prega a supremacia do Islã. Com a realização das Olimpíadas na capital fluminense este ano, a preocupação com possíveis ataques é bastante real. Das delegações, dez são consideradas “alvos prováveis” para eventuais atentados, entre elas Estados Unidos, Canadá e também o anfitrião Brasil.
O diretor da Abin também garantiu que, uma vez que os brasileiros fazem o juramento do Estado Islâmico, eles estão “dispostos a cometer qualquer atentado violento em nome do grupo”, independentemente se a ordem for dada presencialmente ou via internet.  
Para evitar possíveis ataques, a agência intensificou ações junto a setores como hotelaria e transporte a fim de facilitar a identificação de terroristas. Entretanto, Sallaberry tratou de acalmar o público no fim de sua apresentação: “Não estou dizendo que vai acontecer um atentado. Estou dizendo que é a primeira vez que a probabilidade aumentou sobremaneira no nosso país”.

COMENTÁRIO:

    A INSEGURANÇA OCORRE POR FALTA DA ADOÇÃO DE PROVIDÊNCIAS NA ÁREA DA SEGURANÇA QUER FRONTEIRIÇA, QUER INTERNAMENTE.
    TODA AMEAÇA DEVE SER CONSIDERADA PREOCUPANTE, PRINCIPALMENTE NO MOMENTO EM QUE AS ATENÇÕES DA MAIORIA DOS BRASILEIROS SE VOLTAM PARA AS QUESTÕES POLÍTICO-INSTITUCIONAIS.
    TORNA-SE EXTREMAMENTE NECESSÁRIO QUE O CONSELHO DE SEGURANÇA NACIONAL, ADOTE UM CONJUNTO DE PROVIDÊNCIAS PARA QUE NÃO SEJAMOS SURPREENDIDOS POR AÇÕES RADICAIS.

    São Luís-MA, 16 de abril de 2016.

    CARLOS AUGUSTO FURTADO MOREIRA
    Cel PM RR da PMMA 


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

MUDANÇA DE COMANDO NA PMMA – OPINIÃO

*Cel QOPM RR Carlos Augusto Furtado Moreira

Independentemente dos motivos que levaram o governo do Estado a operacionalizar as mudanças no Comando da Polícia Militar do Maranhão, é mister reconhecer que o sucesso de uma instituição entre outros é alcançado quando os seus integrantes desenvolvem suas atividades com compromisso institucional e motivação. Um alia-se a outro e devem ser objetivos institucionais permanentes.

Toda instituição possui seu mandatário, seu presidente, seu diretor, seu chefe, seu comandante maior, seu líder, e em uma corporação como a PMMA, é o Comandante Geral.

Também como em toda organização, os principais assessores de uma instituição militar estadual é o Coronel.

Historicamente, o termo "coronel" deriva do latim "columnella", significando "pequena coluna". Para designar um posto militar, o termo surgiu no final do século XVI, na Itália, surgindo o termo como "colonnello". À medida que a função de coronel se tornou numa patente permanente, este oficial tornou-se o capitão superior de um grupo de companhias que obedeciam à sua autoridade e ao seu regulamento. Por extensão, o grupo de companhias submetidas ao regulamento de um coronel passou ser denominado "regimento".
Durante o século XVII, com a mudança do sistema de exércitos mercenários para exércitos nacionais em muitos países da Europa, os coronéis (normalmente nobres) passaram a ser os proprietários ou titulares dos seus regimentos, responsabilizando-se por sua administração, instrução, pagamento, fardamento e recrutamento.
No século XIX, em quase todos os países, a patente de coronel tornou-se um posto profissional militar, mantendo a responsabilidade pelo comando de um regimento ou uma unidade equivalente.
A influência militar européia fez com que quase todos os países do mundo introduzissem essa patente em suas forças armadas. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Coronel).

No caso do Brasil o posto de Coronel foi estendido às suas forças auxiliares (PMs e CBMs). Destas últimas, em face da ausência de postos de generais, um dos Coronéis é designado pelo Governador do Estado, o Comandante Geral enquanto que os demais ocupam as outras funções principais.

Para uma organização com a estrutura e a quantidade de homens / mulheres = profissionais de segurança e funcionários civis, a atenção de seu líder maior deve contemplar a todos, mas, estrategicamente aos Coronéis (lídimos componentes do Alto Comando) que possuem papel fundamental, vez que com as suas lideranças nos diversos setores institucionais, propiciam ao comando, as diversas linhas de ações, para a tomada de decisões pelo Comandante Geral.

Na corporação militar, deixar de ouvir esses profissionais e tolher às suas participações é como em uma Empresa, semelhante a um Diretor Presidente que abre mão de seus diretores, é como um Secretário de Estado prescindir da participação de seus Secretários Adjuntos, ou guardada as devidas proporções, um Governador de Estado que não consulta ou atenta para os posicionamentos dos seus Secretários e em um sistema maior, o Presidente da República, desconsiderar tecnicamente seus Ministros.

Desta sorte, “Tolo é comandante que abre mão de seus auxiliares diretos, por vaidades pessoais, dispensando suas inteligências, contribuições e experiências”.

Sucessos Coronéis PEREIRA e LUONGO, as suas performances institucionais, os credibilizam, a fazerem a diferença.

São Luís - MA, 14 de janeiro de 2015.

*Cel QOPM RR Carlos Augusto Furtado Moreira

Esp. em Direitos Humanos, Cidadania e Gestão da Segurança Pública (UFMA), Esp. em Gestão Estratégica em Defesa Social (UFPA), Pós-graduado em Superior de Polícia (PMPA) e Aperfeiçoamentos de Oficiais (PMPA), Bel. em Direito (UniCEUMA), Lic. em História (UFMA), Bel. Em Formação de Oficiais (PMMG).

segunda-feira, 20 de julho de 2015

ORGULHO DE SER POLICIAL MILITAR


Convidado para ministrar aulas de Direitos Humanos para o Curso de Formação de Soldados PM 2014 no CFAP.
Um dos alunos me questionou: Cel o que é ser Policial Militar?
Incontinenti e sem nenhuma dúvida ou preocupação em organizar mentalmente A resposta lhe disse:
É acordar todos os dias na madrugada, agradecer a Deus pelo dom da vida, fazer a higiene pessoal, uniformizar-se, dar um beijo na família e ir cumprir as suas atividades na Corporação;
É nos finais de semana, em algumas vezes, já depois de executar de forma automática quase tudo e lembrar que tens um direito a folga e vibrar, mas, cuidar de algo em sua casa, pois, já não dá mais para voltar a dormir, pois o teu organismo já está condicionado.
É tirar férias e depois de alguns dias já se sentir incomodado em querer voltar ao “batente”, pois as baterias já estão recarregadas.
É cuidar da gestão das atividades em que és responsável, como se tivesse cuidando de “sua” empresa;
É entristecer-se com aquilo que não deu certo e envidar todos os esforços para reencontrar o caminho.
É fiscalizar diariamente as providências determinadas, conferindo se essas foram cumpridas adequadamente e se estão funcionando;
É não se preocupar com o emprego nos momentos em que todos estão divertindo-se e estás trabalhando, pois haverás momentos para ti;
É sentir emoções indescritíveis ao ser reconhecido por uma missão bem cumprida (através de um elogio, uma condecoração ou uma promoção);
É sentir orgulho e fazer com que tua família sinta igual ao fazer o que é certo.
É não titubear diante da decisão de colocar em prática virtudes inquestionáveis;
É entristecer em ter que adotar providências administrativas e legais responsabilizando aquele que deu causa por uma conduta errônea ou ilegal, mas está tranqüilo com a sua consciência de que não restava outro caminho;
É sentir o coração sangrando a perda de um companheiro, como se fosse um familiar;
É poder andar com a cabeça erguida em qualquer lugar e em qualquer momento;
É ter a certeza de que mesmo com as intempéries, a adversidade, as dificuldades, se tivesse a oportunidade de escolher, faria tudo de novo após quase 35 anos de efetivo serviço dedicado à sociedade maranhense.

São Luís – MA, 17 de julho de 2015.


CEL PMMA FURTADO

Caros amigos

Poder expressar-se é a oportunidade de compartilhar conhecimentos adquiridos ao longo de nossa existência, portanto, sejam benvindos as minhas considerações profissionais.