quarta-feira, 1 de junho de 2011

A NOVA VISÃO DA LOGÍSTICA DIANTE DA MOBILIZAÇÃO NACIONAL E DO EMPREENDEDORISMO

No ano de 2008, quando comandava a briosa PMMA, o Cel QOPM Antônio Pinheiro Filho, que atendendo convite do Exm° Sr. Ministro da Defesa Nelson Jobim, submeteu meu nome a apreciação do Exm° Sr. Governador do Estado do Maranhão, Jackson Kleper Lago, o qual após ouvir parecer do Secretário de Estado da Segurança Pública, escolheu-me para representar o Estado na Escola Superior de Guerra - ESG, a fim de frequentar o Curso de Logística e Mobilização Nacional - CLMN, no Rio de Janeiro.

Integrando uma seleta pleíade composta de oficiais superiores do Exército, Aeronáutica, Marinha do Brasil, com representações da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Caixa Econômica, Corpo de Bombeiros Militares de Minas Gerais, Maranhão e das Polícias Militares do Distrito Federal e Pará, procurei bem representar a Corporação do Brigadeiro Falcão, mais principalmente o querido Estado do Maranhão.

Tenho a convicção de que cumpri bem a missão, pois continuamos em contatos constantes, mantendo acesa a chama da "Turma Vanguarda Logística”, que orgulhosamente, com o incentivo do autor do artigo abaixo, o qual transcrevo: Cel R1 Aer Celente, de que este país vai continuar dando certo!

Somos otimistas.

Ao amigo Cel Celente, parabéns pela produção e pela vibração. Um grande abraço maranhense.


Ten Cel QOPM Furtado

"A NOVA VISÃO DA LOGÍSTICA DIANTE DA MOBILIZAÇÃO NACIONAL E DO EMPREENDEDORISMO

A entrada em erupção de um vulcão na Islândia, em abril de 2010, implicando no cancelamento de 17.000 voos e a nevasca, no final de 2010, que acometeu a Costa Leste Americana e boa parte da Europa impactaram, sobremaneira, a Logística Internacional, em conseqüência da obstrução do escoamento de produtos e materiais, bem como a paralisação de centros produtivos importantes no mundo.
A tentativa do desmantelamento do Estado pelo modelo Neoliberal, o fim da Guerra Fria, a nova geografia do Poder Mundial, saindo do bipolarismo, passando pelo hegemonismo de um único Estado, culminando no multipolarismo, transforma todo saber logístico, até então concentrado na alma da empresa, para estatelar-se, de forma difusa, no espaço global.
Mesmo sem o realce dos fatores acima mencionados num passado recente, esse sempre foi o foco do Curso de Logística e Mobilização Nacional (CLMN), ministrado na Escola Superior de Guerra (ESG), desde 1957, criado pelo Decreto n. 40.835, de 24 de Janeiro daquele ano, do então Presidente da República Juscelino Kubistchek.
A Logística retornou a ser olhada de forma ampla e integral, como fora concebida nos anos 50. Administração de Materiais e Gestão de Suprimentos, termos que designavam o ensino da Logística, nos anos 60, 70 e 80, deixam de constar nos anais dos cursos dos diversos estabelecimentos de ensino superior, retornando à nomenclatura LOGÍSTICA, cujas bases retratam a administração de bens materiais em outra concepção espacial, com múltiplos eventos intervenientes.
Segundo o Manual Básico, Volume II, de 2011, da ESG, é entendida como Logística Nacional “o conjunto de atividades relativas à previsão e à provisão dos recursos necessários à realização das ações planejadas para a consecução da Estratégia Nacional”.
Já Mobilização Nacional, de acordo com a Lei n. 11.631, de 27Dez07, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Mobilização (SINAMOB), é “o conjunto de atividades planejadas, orientadas e empreendidas pelo Estado, complementando a Logística Nacional, destinadas a capacitar o País a realizar ações estratégicas, no campo da Defesa Nacional, diante de agressão estrangeira.
Gosto de dizer, para explicitar melhor, que a Mobilização Nacional nada mais é do que uma Logística revigorada.
O CLMN tem dois eixos estruturantes: a Infraestrutura Nacional e a Indústria de Defesa. São aderentes ao primeiro eixo assuntos relativos aos modais de transporte, energia, telecomunicações, base de dados georreferenciais, defesa civil, método de planejamento estratégico da ESG para construção de cenários prospectivos, dentre outros. Já o segundo eixo contempla conhecimentos que dizem respeito ao mercado de material bélico, à organização empresarial, com seus setores de compra, de armazenagem, de distribuição, controle de estoques, além de outros assuntos como catalogação de materiais, federações das indústrias e demais temas de interesse amplo, porém vinculados aos aspectos setorial e regional.
O CLMN destina-se a preparar civis e Oficiais Superiores das Forças Armadas e das Forças Auxiliares para atuar nos níveis gerenciais executivos da Logística e Mobilização Nacionais e de assessoramento aos órgãos responsáveis pelo Sistema Nacional de Mobilização – SINAMOB.
São 360 tempos, em quinze semanas, de período integral, com palestras, conferências, simpósios, visitas e viagens a empresas e indústrias, que culminam em debates, discussões dirigidas, trabalhos de grupo, relatórios, defesas de ponto de vista em auditórios, enfim, toda uma atitude pedagógica, visando formatar um mapa mental no aluno, a fim de sedimentar o aprendizado do conhecimento ministrado ao longo do Curso. É um verdadeiro certame educativo logístico, lastreado por expoentes como Sumantra Goshal e Cristopher A. Bartlett, autores do Best-Seller “A Organização Individualizada”, obra que denota o conceito da “empresa que aprende”, analogia às instigantes reflexões produzidas pelo Corpo Discente do CLMN, à medida que seus integrantes são militares e civis de diversos matizes culturais do segmento produtivo nacional. O multiuniverso de saberes conectam-se formando assim a teia do “empreendedorismo para a defesa” exclusividades de um Curso que perdura há mais de 20 anos na ESG, sendo o único do País.
O concludente do CLMN deixa para trás o espírito do gestor circunstancial, de visão restrita ao entorno da sua empresa ou organização militar, para transformar-se no estrategista logístico com olhar difuso na ampla geografia, porém conectado à singularidade funcional do seu setor de trabalho. Passa a ser o gerente do espaço virtual, na interveniência administrativa da capilaridade setorial.
A edição 979, ano 44, n. 20, de 03Nov2010, da Revista Exame, explora uma importante matéria intitulada “Empresas Fortes, País Forte”. A reportagem emblematiza o dizer do presidente da Xerox: “Numa empresa é preciso haver confrontos”.
Esse dizer retrata as bases metodológicas do ensino do CLMN, amalgamando assim o espírito do seu aluno, que ingressa na classe como um simples gestor, mas deixa-a para trás com um perfil de um “gigante” da Logística, da Mobilização Nacional e do Empreendedorismo".

ANTONIO CELENTE VIDEIRA – CEL. INT. R1 AER.
Adj. da Div. de Logística e Mobilização Nacional da ESG
Mestre em Administração com foco em Logística Empresarial
Email: acelente@gmail.com
MAIORES INFORMAÇÕES:
www.esg.br/cursos/clmn

MOBILIZAÇÃO NACIONAL, O SEGURO DE VIDA DA NAÇÃO

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