sábado, 31 de dezembro de 2011

Companheiros policiais militares da gloriosa PMMA!


Chegamos ao final de mais um ano e que tornou-se turbulento no seu último trimestre.

A corporação está ferida, nossas tradições, cultura e nossos pilastres sofreram abalos sistemáticos que comprometeram o nosso presente, quiçá o nosso futuro.

Perdemos o rumo, não conseguimos proporcionar as respostas que a sociedade tanto almeja e sangramos por ter perdido grande parte do respeito e consideração a nós legado pelos nossos antepassados.

Os avanços logísticos e as melhorias conquistadas ficaram ofuscadas pela nossa incompetência em proporcionar a sensação de segurança "nosso principal mister".

As divergências de pensamentos e posições, alcançaram patamares incontroláveis que gestaram divisões e embates pessoais passando a estimular o desrespeito e a desconsideração.

Retornamos a um tempo que havia ficado para trás: "caça as bruxas, pisoteamento dos mais fracos, eu quero, eu posso, eu mando".A instituição passou a privilegiar "fuxiqueiros de plantão, abridores de porta e carregadores de pastas".

Aqueles que de uma forma ou de outra sempre cumpriram com as suas obrigações e por conseguinte sempre se desincumbiram bem de suas missões, passaram a ofuscar os inoperantes e incompetentes e por tal tiveram que ser afastados de atuarem para não comprometerem projetos calcados em cima de estratégias e ardis escusos, trabalhados na calada da noite.

As nossas lideranças desapareceram como num passo de mágica, ficamos com um navio sem leme e sem direção e as consequências vieram fortes e vigorosas.

Por pouco não perdemos uma conquista que seria inaceitável - a mudança do Comando da corporação para oficiais estranhos à PMMA.

Assim chegamos ao final de mais um exercício: divididos, desacreditados, incapazes de mudar a curto prazo, aguardando o que virá de um novo ano que se iniciará daqui há pouco.

Meus sentimentos são de impotência, de tristeza e de pena daqueles que levaram a Corporação do Brigadeiro Falcão a esse quadro caótico.
Que Deus tenha piedade de todos nós.
São Luís-MA, 31 de dezembro de 2011.

TEN CEL QOPM CARLOS AUGUSTO FURTADO MOREIRA

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