sexta-feira, 11 de maio de 2012

EDUCAÇÃO: VETOR DE CRESCIMENTO


Diariamente vemos as notícias sobre a economia alcançarem importância nos meios de comunicação, entretanto, embora não seja tão bem explorado pelos economistas e outros especialistas, a pesquisa tecnológica, a infraestrutura e outras deficiências nacionais estão diretamente ligadas à economia e intimamente relacionadas com a educação, o que a faz ocupar papel fundamental neste complexo tema.
Nos exemplos à disposição da humanidade, observa-se que diversas nações que experimentaram catástrofes de diversas ordens (pós-guerra mundial, pós-guerra civil, recessões econômicas, calamidades públicas, entre outras) investiram massiçamente em educação como ferramenta importantíssima para contribuírem na superação de suas dificuldades, crescerem economicamente e socialmente buscando alcançarem lugar especial como “nações em desenvolvimento”.
Conforme publicado na Revista Isto É, edição de 14Mar12, ao emitir parecer analítico sobre a economia brasileira, levando em consideração o período desde 1968, especialistas americanos afirmam que a ampliação da produtividade (eficiência de um país em gerar riquezas a partir dos seus recursos físicos e humanos) não tem avançado nas últimas duas décadas.

Segundo José Alexandre Scheinkman, professor da Universidade de Princeton, países como Estados Unidos, China e Coréia do Sul aumentaram significativamente tais indicadores nesse período.

Já para Barry Eichengreen da Universidade da Califórnia, para superar esses obstáculos os países bem-sucedidos mantiveram um ritmo bem elevado de crescimento graças a um forte investimento em educação e infraestrutura.
Embora o governo federal tenha realizado fortes investimentos no setor, descentralizando inclusive suas ações, as unidades federativas estaduais e municipais, envolto em suas mazelas seculares, em particular a corrupção, tem servido como uma “trava” no avanço das políticas educacionais do país.
Vários foram os especialistas que nos últimos anos criaram modelos que bem administrados e que se não sofressem solução de continuidade, já poderiam oferecer resultados magníficos à nação brasileira.
Mas a realidade é cruel, o país não possui um projeto de nação e sim de governos. Assim, com as mudanças políticas os governos acabam se alternando e deixam aos seus sucessores a responsabilidade em sempre recomeçar.
Investimentos em educação, pesquisa tecnológica, cérebros, mão-de-obra qualificada, cientistas e outros, demandam tempo, décadas e devem estar em um contexto maior de uma nação, independentemente das cores partidárias e dos objetivos individualizados.
Já se posicionaram especialistas - em uma conjuntura globalizante com reformas de diversas ordens pode o Brasil alcançar posição destacada, é claro que não é um tema simplista.
É necessário argumentar que a educação por si só não é uma fórmula mágica que vai alavancar o país economicamente, António Caleiro da Universidade de Évora, em um trabalho denominado: Educação e Desenvolvimento: que tipo de relação existe? Publicado no site: http://www.ela.uevora.pt/download/ELA_ensino_investigacao_cooperacao_04.pdf, destaca que o investimento em educação pode permitir alcançar um maior nível de desenvolvimento, mas também este, por sua vez, pode gerar acréscimos no nível educacional da população, em geral, sendo certo que esta outra vertente da interação entre aqueles dois elementos é a que se revela menos, estudado ou considerado.
Em sua avaliação conclui que também para os países em (vias de) desenvolvimento, a educação, por si só, ou seja, em termos diretos, contribui para o desenvolvimento e que, em termos indiretos, ou seja, por via da sua influência sobre as condições de saúde e as condições econômicas, tal também acontece, mesmo para os países em vias de desenvolvimento – ao contrário do que os dados parecem revelar à partida.
Entretanto já para José Martins Ribeiro em seu artigo: Educação e desenvolvimento: "um discurso (re) novado" (http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/filos24.htm ), alerta que vale a pena lembrar que não dá pensar no sistema educacional de forma isolada. Ele está atrelado a um projeto de país que está inserido num sistema econômico internacional. Não basta "valorizar" a educação no discurso é preciso ir além das aparências e buscar saídas que durem mais.
São Luís-MA, 11 de maio de 2012.
Carlos Augusto Furtado Moreira
celqopmfurtado@gmail.com – celqopmfurtado@hotmail.com
 

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