sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A PERCEPÇÃO DA CORRUPÇÃO NO MUNDO


O final do mês de novembro trouxe a tona mais um lamentável índice ao país, a Organização Não Governamental (ONG) Transparência Internacional divulgou seu relatório anual (2011) sobre a percepção da corrupção no mundo.

Uma lista construída com base em entrevistas aos cidadãos dos países integrantes do estudo, que responderam a questionários sobre o nível de corrupção em todas as esferas de governo e nas principais instituições públicas e que ao final foram estabelecidas notas variando de um (mais corrupto) a dez (mínimo de corrupção).
Segundo a notícia - Brasil piora no ranking de países mais corruptos do mundo, publicado no site: http://www.sidneyrezende.com/noticia/154530+brasil+piora+no+ranking+de+paises+mais+corruptos+do+mundo, o estudo da Transparência Internacional se baseou nos níveis de corrupção do setor público e usa dados de 17 pesquisas sobre cumprimento de regras anticorrupção, conflitos de interesse, propinas em contratos públicos, conduta de funcionário e desvios de verbas do Estado.

A lista integrada por 183 países apresenta os mais corruptos: 1. Somália (1), 2. Coréia do Norte (1); 3. Mianmar (1,5); 4. Afeganistão (1,5); 5. Uzbequistão (1,6), 6. Turcomenistão (1,6); 7. Sudão (1,6); 8. Iraque (1,8); 9. Haiti (1,8), 10. Venezuela (1,9).
O Brasil ocupa a 73ª. posição com nota 3,8.

Destarte, analistas evidenciam que os países possuidores de significativos índices de corrupção, incluindo-se o Brasil, as instituições são fracas, mal administradas e com alto volume de desvios de dinheiro público, particularizando-se a Coréia do Norte, onde o autoritarismo encobre atos ilegais e prejudica a transparência.

Antes da divulgação do ranking, a ONG já havia divulgado uma lista com as 28 principais economias do mundo, onde o Brasil apareceu em 14º lugar com as empresas que mais pagam suborno para negócios no exterior.

Segundo o estudo, os países menos corruptos são: 1. Nova Zelândia (9,5), 2. Dinamarca (9,4), 3. Finlândia (9,4), 4. Suécia (9,3), 5. Cingapura (9,2), 6. Noruega: (9), 7. Holanda (8,9), 8. Austrália (8,8), 9. Suíça (8,8), 10. Canadá (8,7).
Sebastião Fabiano Pinto Marques, autor do blog (http://www.matutando.com), chama a atenção para alguns detalhes:
- Existem no mundo 44 países com sistemas monárquicos, o que representa 21% dos países, enquanto 164 nações são repúblicas, ou seja, 79% dos países.
- Dos dez países mais honestos do planeta 07 (sete) são monarquias (Nova Zelândia – parlamentarista, Dinamarca – parlamentarista, Suécia – parlamentarista, Noruega – parlamentarista, Holanda – constitucional, Austrália – parlamentarista, Canadá – parlamentarista); 03 (três) são repúblicas (Finlândia – presidencial-parlamentar, Singapura – parlamentarista, Suíça – federal parlamentar);
- As monarquias lideram três rankings mundiais: 1) honestidade, 2) democracia e 3) desenvolvimento humano;
- Em 2010 o Brasil figurava na 69ª. posição, portanto, em 2011 tornou-se mais corrupto;
- Dos dez países mais corruptos, todos adotam o sistema republicano presidencialista, onde somente o Iraque é republicano parlamentarista e o Haiti é republicano semipresidencialista.
- O presidencialismo é a pior forma de estado do mundo para combater a corrupção, o totalitarismo e a miséria;
- Todas as ditaduras do planeta são repúblicas presidencialistas;
- Os dez países mais miseráveis do mundo também são repúblicas.

Apesar de notícias tão desagradáveis, esforços continuam sendo desenvolvidos e colocados em práticas, mostrando a tentativa de equilíbrio na “balança”, onde se destaca a figura ímpar do Controlador Geral da União na criação de mecanismos de combate a corrupção no país e nos recentes exemplos ofertados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sob a batuta do atual presidente que como relator do “mensalão”, demonstrou ao mundo de que é possível agir com decência, decoro, compromisso, ética e moralidade.
Assim, como idealista, continuo a acreditar em dias melhores, continuo a acreditar na diminuição de atividades lesivas ao erário público e na conseqüente responsabilização dos infratores (verdadeiros inimigos nacionais).

Natal-RN, em 07 de dezembro de 2012.
Carlos Augusto Furtado Moreira

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