segunda-feira, 21 de abril de 2014

O DESRESPEITO AO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO E A AGRESSÃO AS FORÇAS DE SEGURANÇA DO PAÍS


Vinte de junho de 2013, cerca de um milhão e duzentas mil pessoas de mais de cem municípios, entre os quais moradores de mais de vinte capitais brasileiras foram às ruas em passeatas para protestar contra todos os problemas que afligem a população.
Movimentos organizados pacificamente e que convenceram famílias inteiras a unirem-se pela busca de melhorias e contra os graves problemas nacionais, rechaçaram de plano a participação de pessoas que conduziam bandeiras, faixas e cartazes de partidos políticos e sindicatos, demonstrando de que o próprio povo estava comandando suas reivindicações.

A cobertura televisiva mostrava as ruas cobertas de pessoas em coro uníssono de paz, vestidos de branco com pedidos de dias melhores para todos, inclusive para as populações vindouras.
Do outro lado, o aparelho estatal através das polícias acompanhou o desenvolvimento das marchas, proporcionando segurança aos participantes em uma simbiose visível a todos, momentos parcimoniosos e tranqüilos.

Entretanto, em todos os municípios onde ocorreram as passeatas, grupos de marginais, infiltrados no meio do povo, à medida que as pessoas iniciavam seus retornos aos seus lares, satisfeitos com a demonstração de civilidade, passaram a promover pichações e uma onda de quebra-quebra e saques em semáforos, vidros de prédios públicos e privados, lojas comerciais, agências bancárias, ônibus e veículos em geral, lixeiras e placas de sinalização.
Com ordens expressas para não entrarem em conflito, as forças de segurança – polícias e guardas municipais - foram em grande parte dos municípios acuados e atacados com pedras, pedaços de paus, cocos d’água vazios e restos de materiais descartados nas ruas, até mesmo os cones de sinalização foram utilizados para a feitura de fogueiras.

Tentativas de invasão em prefeituras, palácios de governos e órgãos públicos foram intentadas por baderneiros, quartéis, delegacias de polícia, cabines de policiamento e até mesmo um Comando Militar do Exército (Leste) foram atacados, obrigando que ações utilizando bombas de efeito moral, gás de pimenta, evitassem uma desmoralização maior.
Feridos de ambos os lados foram verificados em vários locais e passaram a exigir do governo uma postura tática que impeçam novos casos.

O direito líquido e certo da população protestar não impede o “Estado” de também propiciar a segurança das demais pessoas e do patrimônio de um modo geral.
Necessário se faz identificar marginais, prendê-los e processá-los criminalmente a fim de que as autoridades não percam a moral que ainda lhes resta e assegurar o verdadeiro estado democrático de direito da população brasileira.

São Luís-MA, 21 de junho de 2013.
TEN CEL PMMA CARLOS AUGUSTO FURTADO MOREIRA

ANB Online ...................Agência de Notícias Baluarte.................
PROTESTOS PELO PAÍS! COM A PALAVRA, TENENTE-CORONEL FURTADO
segunda-feira, 24. Ten Cel PMMA Carlos Augusto Furtado Moreira, mais conhecido como Tenente-Coronel Furtado, é um pensador da Segurança Pública do Maranhão com cursos de graduações e pós-graduações pelas principais instituições de Segurança do País.
Postado por Equipe Baluarte às 19:10

4 comentários:

Anônimo disse...
24 de junho de 2013 22:56
Coronel furtado e esta violencia desenfreada a quem o senhor atribUI?
Aline Costa Santos-Ciencias Socias-UFMA


Ezequias Berredo disse...
25 de junho de 2013 00:14
O que me preocupa mais, não são esses vandalismos por parte de alguns oportunistas no meio de manifestantes, mas sim, essa violência gratuita que sofremos no dia a dia, pois temos que sair para trabalhar ou tratar de assuntos diversos e não temos a certeza de que não vamos ser encontrados mortos por aí. A segurança é um dos temas que nós manifestantes levantamos e onde exigimos sua eficiência como direito garantido. Não sou a favor do vandalismo mas também não sou favorável à situação de risco em que o cidadão e trabalhador se encontra. Temos muito que mudar e muito que lutar.
Ezequias Berredo


Anônimo disse...
25 de junho de 2013 00:40
Esse comentarista sempre fazendo bons comentarios, valeu Berredo, o senhor comenta com propriedade- é isso ai companheiro.
Gessé Nunes Pinheiro Vila Roseana


Ten Cel PMMA Furtado disse...
28 de junho de 2013 11:06

Aos comentaristas.
Suas observações são oportunas e próprias. O Estado Brasileiro tem sido complacente com o problema da criminalidade e da violência por diversos fatores, desde a falta de instrumentalização dos órgãos de segurança (entenda todas as polícias), principalmente no seu maior cerne - falta em quantidades suficientes do material humano, falta de um treinamento constante (exatamente pelo efetivo diminuto que tem que ser empregado e não há tempo para reciclagens), política de valorização aos integrantes dos órgãos (salarial, ascenção profissional nas carreiras, política interna motivacional, carência de líderes e bons exemplos, oferta de equipamentos modernos e em quantidade suficientes, folga constitucional e outras). Em particular, na Polícia Militar do Maranhão - falta de incentivos para a oxigenação institucional (para terem uma pequena idéia, hoje me encontro com 32 anos de serviço, ultrapassando mais de 02 anos do tempo necessário segundo a legislação em vigor para me transferir para a reserva remunerada (aposentadoria) e de uma certa forma impedido de solicitar me afastamento do serviço ativo, porque se assim o fizer, serei penalizado com a perda de cerca de 30% do meu salário atual). Evidentemente outros fatores contribuem sobremaneira para os altos índices de criminalidade e violência, legislação brasileira que permite ao criminoso cometer delitos e mesmo processado e encarcerado, voltar ao convívio social com grande probabilidade de voltar a delinquir; sistema penitenciário ineficaz no que tange a ressocialização, em total colapso quanto ao número de presos e vagas existentes, programas sociais que não atingem seus fins, servindo como estímulos ao ócio, vícios e cometimento de crimes; penalização branda; maioridade penal contraditória aos modelos mundiais; falta de políticas públicas que proporcione mais trabalho; sistemas de educação e saúde precária e falidos; infraestrutura deficitária; políticas nacionais relacionadas ao tráfico de drogas e aos drogaditos incapazes de diminuir os índices, ao contrário, aumentam diariamente em proporções além da capacidade dos órgãos institucionais; enfim, modelos ineficazes, ineficientes e inefetivos.
TEN CEL FURTADO

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