quarta-feira, 27 de maio de 2009

NOS MEANDROS DA BASE

Após pouco mais de 23 anos de efetivo serviço na briosa Polícia Militar do Maranhão - PMMA, exercendo uma diversidade de atividades operacionais e administrativas, observando a partir do início da década dos anos 80, a derrocada do militarismo e a agonia da segurança pública, numa apressada mudança de valores institucionais, herdados há milênios e vivenciados ao longo de toda a sua história, tornando-se necessário adaptar-se aos novos rumos, num difícil processo de compreensão.

A PMMA surgida da necessidade de segurança em 17 de junho de 1836, ao longo dos seus 168 anos, a exemplo de suas congêneres, cuidou os seus primeiros comandantes de solidificar as bases institucionais, tendo como referenciais todas as instituições do gênero já existentes no mundo, calcadas em dois pilares básicos: hierarquia e disciplina, deprendendo-se daí todo o processo histórico existente até os dias atuais.

A história é uma ciência resultante de experimentos científicos, experimentados por estudiosos e pesquisadores no assunto, não podendo ser questionada por ignorantes e por aqueles que num acaso social ou político pretendam inverter o seu curso natural. A exemplo disso, existem os referenciais pessoais que consagraram ao longo dos tempos, após a sua passagem terrena, marcos de debilidade mental e hipocrisia, e que verdadeiramente o tempo só contribuiu para confirmar os seus grandes erros.

Não obstante, também poderia considerar hipocrisia a não percepção das mudanças sociais que importam em adaptações, diversificações e inovações, entretanto, tais processos sugerem ser gradativos, cuidadosamente estudados e experimentados tecnicamente e cientificamente, para que possam gerar frutos propostos e desejados.

As mudanças a serem implementadas nas atividades humanas que importem em impactos profundos e conseqüências impensadas, como já mencionei, não podem ser frutos da vontade empírica e da vaidade de quem quer que seja, necessitam de aprofundado conhecimento no assunto para que o habilite atravessar o fosso existente entre a possibilidade e a certeza.

Numa feliz coincidência avaliativa da grave situação vivida e em busca de soluções viáveis que possam contribuir para uma melhoria do quadro reinante, surge uma reflexiva luz apontando para a viabilidade, fruto de experiências vivenciadas, madurez profissional, conhecimento técnico e científico, resultante de incansáveis estudos, é assim que vislumbro o PROJETO DE ARTICULAÇÃO ENTRE DOUTRINA, CIÊNCIA, POLÍTICA E COMUNIDADE EM PROL DA SEGURANÇA PÚBLICA, de autoria do Cel QOPM da Reserva Remunerada Teodomiro de Jesus DINIZ Moraes, ex Comandante Geral da PMMA.

Homem de profunda visão sociológica, filosófica, técnica e científica que vem apresentar a comunidade brasileira, opções em busca de soluções para os atuais problemas enfrentados por todos, no campo da segurança pública.

Se me alvoro no direito de defender tais idéias é porque comungo dos seus meandros e conheço a figura ímpar do seu autor, com quem tive a honrosa convivência pessoal e profissional ao longo de minha vivência na caserna de Brigadeiro Falcão.

Acredito sim, que ai esteja o caminho a ser trilhado – Segurança Pública – escrita e defendida por quem viveu toda a sua vida profissional na área, por mais de trinta anos. Felizardos somos todos nós, profissionais de segurança pública que diariamente labutamos em sua busca.

E como sentenciou o Cel Diniz no intróito de seu trabalho: as experiências vividas e a vivenciada não podem ser menos importantes e nem mais importantes do que as idéias abstraídas da realidade via gabinete, porém sem a interação dos conhecimentos que geram, jamais serão alcançados, no âmbito da segurança pública, os ambiciosos fins de proporcionar convivência pacífica e harmoniosa entre comunitários.

São Luís-MA, 14/08/2004 às 12:00 horas

CARLOS AUGUSTO FURTADO MOREIRA - Ten Cel QOPM
Comandante do 9º BPMcafurtadom@bol.com.br
Licenciado em História e acadêmico de Direito

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